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A inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,26% em julho, após ficar em 0,24% em junho. O dado, divulgado nesta terça-feira (12) pelo IBGE, confirma a pressão persistente da energia elétrica residencial, responsável sozinha por 0,12 ponto percentual do resultado do mês – repetindo a tendência observada em maio (0,14 p.p.) e junho (0,12 p.p.).
No acumulado do ano, o IPCA já chega a 3,26%, e em 12 meses, a 5,23%. O cenário preocupa, especialmente para as famílias de baixa renda, que sentem no orçamento o peso dos reajustes nas contas de luz.
Energia elétrica: vilão da inflação
Segundo Fernando Gonçalves, gerente do IPCA, a energia residencial acumula alta de 10,18% em 2024 – o maior patamar para o período janeiro a julho desde 2018 (quando subiu 13,78%). “Ela foi o principal impacto individual (0,39 p.p.) no IPCA acumulado do ano”, destacou.
Bandeira tarifária vermelha patamar 1 mantida desde junho, acrescentando R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
Reajustes nas tarifas:
+13,97% em uma concessionária de São Paulo (impacto de 10,56% no item), desde 4 de julho.
+1,97% em Curitiba (2,47%), desde 24 de junho.
+14,19% em Porto Alegre (1,48%), desde 19 de junho.
Redução de -2,16% em uma concessionária do Rio de Janeiro (0,71%), a partir de 17 de junho.
“Sem a energia elétrica, a inflação de julho ficaria em 0,15%”, afirmou Gonçalves.
Outros destaques do IPCA
Transportes (+0,27%) e Alimentação (+0,21%) também pressionaram o índice.
Gasolina subiu 0,72%, após quedas nos meses anteriores.
Educação (+0,18%) e Saúde (+0,35%) seguiram com ajustes sazonais.
📌 O que isso significa para o consumidor?
Com a energia elétrica liderando os aumentos, famílias devem redobrar atenção ao consumo e buscar alternativas para reduzir gastos, como horários de menor demanda e revisão de tarifas. O cenário reforça a necessidade de políticas públicas para conter os reajustes e aliviar o orçamento das classes mais afetadas.
📌 Para o consumidor, a persistente alta da conta de luz não pesa apenas no orçamento doméstico, mas também eleva os custos de produção e serviços, afetando outros preços da economia. Em tempos de inflação controlada, um item com reajustes expressivos, como a energia elétrica, pode distorcer a percepção de estabilidade de preços.
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