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Sem dar trégua, a inflação deve continuar em alta este ano. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Banco Central (BC) brasileiro com base na opinião de vários economistas do mercado financeiro.
Essa pesquisa é divulgada toda segunda-feira pelo BC. O relatório – que ganhou o nome de Boletim Focus – traz a evolução semanal das projeções para índices de preços, atividade econômica, câmbio, taxa Selic, entre outros indicadores.
Na edição de hoje (14), a pesquisa indica que a inflação oficial do Brasil deve ser de 5,50% em 2022. Essa projeção é um pouco maior do que os economistas apostavam na pesquisa anterior, ou seja: de que a inflação poderia ser de 5,44% ao final deste ano.
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Essas expectativas podem tanto aumentar quanto diminuir entre uma semana e outra – ou seja, entre um relatório e outro.
Vale lembrar que a inflação em 2021 foi de 10,06% e foi o maior resultado em seis anos. E ficou bem acima do que os economistas apostavam durante todo o ano passado.
Mas o que é inflação?
A inflação é o nome dado ao aumento dos preços de produtos e serviços. Ela é calculada pelos índices de preços, chamados de índices de inflação.
No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é a entidade responsável por medir as variações de preços.
O IBGE produz dois dos mais importantes índices de preços: o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerado o indicador oficial pelo governo federal, e o INPC ( Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
E para que servem o IPCA e o INPC?
O propósito de ambos é o mesmo: medir a variação de preços de uma cesta de produtos e serviços consumida pela população. O resultado mostra se os preços aumentaram ou diminuíram de um mês para o outro.
A cesta é definida por uma outra pesquisa do IBGE que, entre outras questões, verifica o que a população consome e quanto do rendimento familiar é gasto em cada produto: arroz, feijão, passagem de ônibus, material escolar, médico, cinema, entre outros.
Os índices, portanto, levam em conta não apenas a variação de preço de cada item, mas também o peso que ele tem no orçamento das famílias.
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Vídeo explicativo produzido pelo IBGE sobre as diferenças entre o IPCA e INPC
