O Supremo Tribunal Federal (STF) vive nesta semana um julgamento histórico que pode selar o destino político de Jair Bolsonaro. Na sessão desta quarta-feira (10), o ministro Luiz Fux defendeu a absolvição do ex-presidente, afirmando que não houve elementos concretos para ligar Bolsonaro a um plano golpista após as eleições de 2022.
Para Fux, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) não se sustenta. O órgão pedia condenação por crimes graves, como tentativa de golpe de Estado, organização criminosa e ameaça ao patrimônio público — penas que poderiam somar até 30 anos de prisão. Mas, segundo o ministro, o que existiu foram apenas “cogitações políticas” sem execução real.
Apesar do voto de Fux, o cenário segue desfavorável ao ex-presidente. O placar está em 2 a 1 pela condenação, com votos já dados por Alexandre de Moraes e Flávio Dino. Ambos defenderam que Bolsonaro e outros sete réus participaram da elaboração do plano “Punhal Verde e Amarelo”, que previa até sequestro de autoridades, além da chamada “minuta do golpe” e a ligação com os atos de 8 de janeiro de 2023.
A sessão já dura mais de dez horas e ainda não terminou. O julgamento segue com a análise das acusações contra os demais envolvidos.
