Na esteira dos últimos levantamentos, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (19) manteve suas apostas no azul em se tratando da economia. Com perspectiva de crescimento em 2023, o mercado financeiro aumentou a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,84% para 2,14%. É a sexta semana consecutiva de alta.
O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e riquezas produzido por um país. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é a entidade responsável pelo levantamento destas informações. O resultado referente aos três primeiros meses deste foi divulgado recentemente pelo órgão.
O crescimento da economia brasileira foi de 1,9% naquele período, na comparação com o último trimestre do ano passado. Por conta do resultado, o Ibovespa fechou naquele dia com alta de 2,06%. No mesmo sentido da euforia, o dólar fechou a R$ 5,006, com recuo de R$ 1,31% na mesma data.
Ainda em relação ao boletim Focus desta segunda, os analistas do mercado financeiro consultados pelo BC também se demonstraram otimistas em relação à inflação para este ano. Pela quinta vez seguida, a expectativa é de recuo para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5,42% para 5,12%.
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Selic
Para o mercado financeiro, a expectativa é que a taxa básica de juros da economia, a Selic, encerre 2023 em 12,25% ao ano. Atualmente, a Selic está em 13,75% ao ano. A taxa está nesse nível desde agosto de 2022, e é a maior desde janeiro de 2017, quando também estava nesse patamar.
Preços
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica. Por fim, a previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar está em R$ 5 para o fim deste ano. Para o fim de 2024, a previsão é de que a moeda americana fique em R$ 5,10.
*Com informações do Banco Central e da Agência Brasil
